sábado, 18 de outubro de 2008

Fumar ou não fumar. Eis a questão...

Escrevo este post no seguimento de uma iniciativa do governo britânico de apresentar imagens brutais nos maços de tabaco tal como já acontecia em alguns países como, por exemplo, o Brasil.

Não coloco aqui as imagens por uma simples razão, sou fumador há cerca de um ano e meio e assumo, apesar de tudo, que estou contente por fumar. Eu gosto de fumar assim como os jogadores de jogar e os alcoólicos de beber, os obesos de comer e as anoréxicas de emagrecer, os drogados de se drogar e os ladrões de roubar. Tudo isto é mau, mas também gosto de fumar como um cantor de cantar, um político de fazer política, um gestor de obter recordes de lucro, uma modelo de ser miss mundo, e um electricista de mudar uma lâmpada. Eu gosto de fumar, simplesmente. A desculpa de aqueles que começaram a fumar há uns 20 anos e agora fumam dois maços por dia é que não tinham a informação que eu hoje tenho. A minha desculpa é que o tabaco continua a ser o mesmo. Só quem fuma e é FUMADOR, logo aqui elimino aqueles que “fumam socialmente” como gostam de dizer, é que percebe o que é na realidade fumar. E não vale a pena tentar explicar porque são sentimentos e sensações que não podem ser racionalizados, e se não são racionalizados não podem ser expressos por palavras. Isto porque fumar é irracional, é um ímpeto que se tem cada vez que se pega num cigarro, às vezes fumamos sem nos apercebermos disso porque é o cérebro que controla tudo. E o que ele diz e quer, tem de ser feito. Fumar é uma dependência que criamos quando queremos, portanto só podemos largar essa dependência quando quisermos também.

O que se passa com esta lei anti-tabaco, estas imagens e textos nos maços é, pura e simplesmente, um ataque aos direitos humanos de liberdade e de escolha. Hoje em dia, quando se começa a fumar, sabe-se exactamente o que nos espera. É impossível passar-nos ao lado, está em toda a parte o ataque ao tabaco. O fumador é tido quase como um criminoso nos nossos dias. Eu pergunto porquê? Então dá-se lugar a um julgamento que põe a hipótese da libertação de uma pessoa que matou a filha de 6 anos, se não me falha a memória, à pancada, esquartejou-a e deu-a de comer aos porcos; dá-se uma indemnização no valor de 150 mil euros a uma pessoa que foi fortemente acusada, com diversos testemunhos, de pedofilia e libertam-se mais 4 ou 5 figuras públicas envolvidas no mesmo caso; uma presidente de uma câmara municipal é acusada de corrupção, foge para o Brasil e quando volta é reeleita sem que nada lhe aconteça e um taxista que atropela 3 crianças e foge, e ainda hoje continua a conduzir o táxi. Agora passo a citar “E o burro sou eu?” o tabaco mata prematuramente e por isso tem de ser alvo de perseguição e a cada 15 segundos morre uma criança em África com fome e ninguém faz nada, “E o burro sou eu?”. O papa Bento XVI vem para a televisão apelar a que não se usem métodos contraceptivos quando o preservativo é a única arma que nos protege do vírus HIV, vírus que mata muito mais pessoas que o tabaco, “E o burro sou eu?”. Dão fardos de droga à costa que servem como uma simples manobra de distracção para que noutra praia cheguem verdadeiros carregamentos de droga que para além de matar, destrói famílias e leva as pessoas a viverem na rua na situação de pobreza extrema - vão perguntar aos sem-abrigo porque é que estão ali e constatarão que 70 a 80% é por causa de narcóticos -, “E o burro sou eu?”

Todas as iniciativas anti-tabaco não passam de cinismo, de movimentos populares que em nada são verdadeiros. Se quisessem mesmo acabar com o tabaco fechavam as tabaqueiras. Assunto resolvido pela raiz, sem tabaqueira não há tabaco, sem tabaco não há fumadores. O problema desses senhores é que a Tabaqueira Nacional, SA é só a 4º Maior empresa no ramo da Alimentação, Bebidas e Tabaco, que actua em Portugal; é só uma das 30 maiores empresas em Portugal. Por isso não me venham com histórias da carochinha. Sou fumador, gosto de fumar e assumo sob minha inteira responsabilidade todos os riscos que corro. Quero ter direito a fumar assim como um alcoólico pode beber uma garrafa de whisky num sítio público e um obeso pode comer 12 pastéis de nata de seguida. Preocupem-se com problemas muito maiores que temos hoje na sociedade. Os fumadores morrem prematuramente mas felizes e as crianças de África morrem muito mais cedo e marcadas por uma vida lamentável.

Relembro, sou fumador e não tenho vergonha nenhuma disso porque gosto de fumar.

domingo, 12 de outubro de 2008

Barack Obama

YES WE CAN!!!

Era o que 200.000 pessoas gritavam espontaneamente, em Berlim, na famosa Porta de Brandenburgo, aquando do discurso de Obama.
Estas próximas eleições nos EUA são, realmente, cruciais para o futuro deste país e também para todos os que se identificam com os valores ditos ocidentais. Vimos, nestes últimos 8 anos, uma drástica fragilização dos EUA, não só ao nível económico, como também (e o mais grave de tudo) ao nível da projecção da sua imagem no mundo, passando de bestial a besta, e tudo isto muito por culpa de uma pessoa: George W. Bush. Toda a sua política externa baseava-se num fundamento: a luta do Bem contra o Mal. Ora tal fundamento é duplamente hipócrita. Primeiro o bem e o mal são conceitos redutores. Pois não faz sentido discriminar os países como bons nem maus, quando apenas agem consoante os seus interesses estratégicos (importante é esclarecer que a busca pela satisfação dos interesses estratégicos empreendida por cada país é um acto totalmente legítimo, o que por vezes não são legítimos são os interesses que se busca satisfazer). Segundo a realidade é que fazendo-se passar pelo guardião do Bem, os EUA, sob a liderança de Bush, nunca o foram verdadeiramente, pois apenas se preocuparam em assegurar os seus interesses de uma forma ultrajante, veja-se o caso da invasão do Iraque... Ora Obama representa a completa antítese de tudo isto: representa o diálogo internacional em detrimento da hostilização prematura... representa um novo fôlego na sociedade americana, principalmente para as classes baixa e média que já estão mais do que saturadas das politiquices de Bush e dos seus amiguinhos...a América é muito mais do que aquilo que se vê hoje...que é feito da nação que derrotou Hitler? Que é feito da América que chegou à Lua? Que é feito da América terra de oportunidades e da tolerância? É esta América que se indentifica com Obama!

YES YOU CAN AMERICA!!!

Querem seguir líderes religiosos? Sigam este. Ao menos sabe do que fala!